terça-feira, 18 de agosto de 2020

Chegamos à Teoria de Tudo?


Dizem que irão lançar um quarto filme da série Matrix. Já se especulou sobre tudo, e o tal filme nem trailer tem. Bom, o boato (ou notícia, chame do que quiser) de um novo episódio da série ganhou vulto pelos 20 anos de lançamento do primeiro filme completados ano passado.

Curiosamente, ano passado que a Teoria da Realidade Simulada ganhou corpo e vulto. A mesma foi publicada no começo deste século, mas desacreditada pelos físicos (sim, é uma teoria da Física). Deve-se lembrar que a ideia de que vivemos em uma ilusão remonta os tempos mais remotos, a Maya (ilusão) hindu, o Mito da Caverna platônico e a Teoria do Primeiro Motor aristotélica.

Mesmo Descartes acreditava na hipótese de nossos cérebros estarem imersos em um barril, acreditando estarem tendo experiências em um mundo, induzidos por um ser maléfico. Outras teorias do tipo encontram-se no livro Matrix: Bem-vindo ao Deserto do Real, organizado por William Irwin, que faz análises filosóficas de filmes e séries populares.

A Teoria da Realidade Simulada baseia-se no fato de que determinados elementos do Universo possuem limites bem definidos: a quantidade de energia carregada pelos raios cósmicos e a velocidade da luz são dois bons exemplos. Ainda mais este último, já que nada no Universo possui velocidade superior à mesma.

Para isso ser possível, é necessário que haja um fator externo programando o Universo: chame-o do que quiser. Ou seja, se há algo fora do Universo, é bem provável que existam outros universos, e mesmo uma realidade extra-universal, que aí você pode chamar de além, outro mundo e tudo o mais.

E nós, humanos? Meros avatares, iguais aos dos jogos de computador (tá que algumas pessoas parecem mais NPCs, aqueles bonequinhos que são parte do jogo, mas não jogadores). Se nós somos avatares, logo há jogadores nos controlando (uma consciência superior?). Pode-se então pensar que somos limitados e não temos vontade própria: bom, não é bem assim.

No caso da Realidade Simulada, temos uma inteligência artificial complexa: temos vontades, desejos e exercemos nossas escolhas, dentro de uma gama do que já foi programado. Temos relativa autonomia e (quase) nenhuma conexão com os nossos jogadores. Nós estamos nos desenvolvendo e evoluindo para eles.

Essa teoria torna a experiência religiosa, e mesmo os fenômenos considerados paranormais ou sobrenaturais (dê o nome que quiser), possíveis dentro de uma realidade programada. Fenômenos incompreensíveis para as pessoas atualmente podem ser apenas linhas de códigos a serem decifradas - ou seja, naturais para quem os programou.

A ideia marxista/materialista de um universo puramente material cai por terra. Se há uma programação, então há um programador, um criador, o arquiteto do sistema. A "realidade" não é tão "material" assim, muito menos "real", apreendido apenas pelos sentidos - que sempre enganam e confundem com frequência.

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