terça-feira, 6 de outubro de 2020

Sobre o real misticismo


Talvez eu tenha que fazer correções em meus posts anteriores, ou meus leitores devam ler meus posts mais antigos pensando que estes foram escritos em outra época, quando eu tinha outra cabeça. Depois de ler um comentário de um post antigo, fiquei pensando no contexto em que eu encaixei a palavra místico, e pude concluir: aquilo não é o misticismo verdadeiro, a verdadeira experiência espiritual.

Talvez até se possa pensar em separar por palavras, sendo o místico algo verdadeiro e o misticismo algo falso, mas as palavras se misturam, e aí dá problema. E isso vai de encontro ao que diferencia o verdadeiro do falso: o que se realmente sente. Não é um estereótipo, não é uma postura externa, é algo que flui dentro da pessoa, que a maioria não percebe e se deixa enganar.

Foi então que percebi, ao longo dos posts, e mesmo ao longo da vida, que o que eu falava sobre maturidade e evolução era o caminho para a verdadeira experiência mística, pois só com ambos você pode transcender a realidade e ter um contato maior com o divino. É quando você começa a parar para pensar sobre e começa a ver além, realmente além, não apenas um dos lados, mas uma miríade de possibilidades, e se maravilha com isso.

A experiência mística mostra as semelhanças entre as oposições, que formam um todo harmônico. Grupos que se apresentam como diferentes são semelhantes em essência. Doutrinas religiosas possuem visões próximas em conceitos divinos, diferenciando-se apenas na ritualística e nos nomes - a já conhecida reserva de mercado. Tudo é muito parecido, por mais que criem definições e definições - se for parar pra pensar, mesmo em relação ao Reiki as definições caem por terra.

Os problemas surgem porque é uma experiência quase que individual. Ninguém entende pelo que você está passando - se for pensar que pessoas evoluídas são extremamente raras, realmente é difícil encontrar alguém que tenha passado por isso. Nessas horas, em que deveria haver o apoio, por ser um momento importante, a tendência é quem está em sua volta "te puxe para baixo", "te traga para a realidade" (ou melhor, te tire dela!).

Por esse (e outros motivos) os sábios se retiram. É melhor se afastar de quem não entende o que está acontecendo. Buscar ajuda é um problema, pois quem parece ser um bom guia nessas horas acaba mais por atrapalhar do que ajudar, como a maior parte dos líderes religiosos, que apenas receberam um treinamento padrão, mas, por não possuírem, em sua maioria, o mínimo de evolução espiritual, tentam mais controlar o espírito alheio (com direito ao trocadilho) do que permitir que o mesmo siga seu caminho.

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