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Mostrando postagens de Novembro, 2020

Power vs. Force na Política

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No capítulo 10 de Power vs. Force, o Hawkins comenta sobre as interações entre Poder e Força no meio político. Vou comentar algo sobre aqui no post, levando em consideração outros fatores notados que não constam no livro, como as falhas na calibragem e a evolução negativa , que acabam por explicar alguns "erros" e imprecisões presentes no trabalho. O autor começa o capítulo falando de um princípio fundamental para a vida em sociedade que é a Liberdade. Lutou-se por séculos para alcançá-la, seja superando a escravidão, o colonialismo, ou mesmo ditaduras e tiranias. Povos que se alinham a princípios elevados tendem a tornar-se invencíveis, como é o exemplo dos Estados Unidos: Hawkins afirma que cerca de metade da população norte-americana está acima do nível 200 de consciência, ou seja, tem o básico de noção da própria vida. Quando se luta por liberdade, seja pela guerra ou mesmo de forma não-violenta, como no caso de Gandhi, os exemplos tendem a afetar a humanidade por longos

História e Narrativa

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Eu sou formada em História e, como aprendi na faculdade, sei que devo pesquisar os documentos de época para entendê-la. Posso estudar pesquisadores da área para comparar seus estudos com minha pesquisa, e assim chegar a um trabalho mais apurado. Contudo, uma coisa que nos últimos tempos têm chamado, e muito, a atenção é a confiabilidade das fontes. Como assim? Hoje em dia o foco está maior na criação de uma narrativa do que de preservar um legado histórico para as próximas gerações. Tenta-se apagar documentos, vestígios diversos, que vão contra a narrativa desejada, literalmente tentando criar uma história ficcional ao invés de se relatar os fatos ocorridos. Isso vai de encontro com o livro 1984 , onde não há passado, apenas um presente atemporal onde os fatos se desenrolam. Ao pensar assim, imediatamente olho para trás e penso: quanto os vestígios passados foram adulterados , tanto pelas pesquisas quanto pelas pessoas ao longo do tempo, a ponto de alterar a realidade dos fatos? Será

Pensamento Binário

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Uma coisa comum nas pessoas é o pensamento binário , isto é, concluir que se alguma coisa não possui tal característica, com certeza ela possui a característica oposta. Obviamente não é bem assim; no entanto, as pessoas são tão automáticas quanto a isso, que horas e horas de explicações causam mais confusões do que as encerram. É possível que algo não seja uma coisa muito menos o seu oposto. Um exemplo é uma pessoa que não tenha uma religião definida: ela pode ou não acreditar em Deus, independente de seguir uma igreja ou não. Contudo, é comum que quando uma pessoa diga que não possui religião, logo concluam que ela não acredita em Deus. Existem infinitos exemplos para essa situação: posição política, aderência à determinada ideia ou projeto, visões de mundo, etc. Esse binarismo acaba por encerrar-se na oposição bem e mal, na qual se algo não é bom, com certeza é ruim. Talvez algo não seja tão bom quanto o esperado, o que não o torna automaticamente maléfico.   Se uma pessoa não gosta

Jogador nº 1

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Depois de falar sobre realidade simulada, eu não poderia deixar de resenhar este filme. Jogador nº 1 passa em um futuro distópico, em que as pessoas desistiram de viver a realidade para passar seus dias no jogo Oasis , um oásis no "deserto do real" (não poderia deixar de lado o trocadilho). Neste jogo fantástico, você pode ser qualquer coisa e fazer praticamente qualquer coisa, tendo como limites apenas a imaginação dos jogadores. O criador do jogo, James Halliday, cria ao falecer um desafio no qual está em jogo seu bem mais precioso: o controle do jogo e da empresa desenvolvedora. A ideia era que o sucessor da empresa fosse alguém que realmente admirasse sua obra e entendesse os anseios mais profundos de seu criador. Contudo, como toda boa história, havia um vilão querendo o controle de tudo: Norlan Sorrento, cuja empresa agia nas sombras do jogo, buscando vencer o desafio e assim tomar o controle em definitivo. Pode-se dizer que toda história realmente fantástica, talvez a