terça-feira, 8 de dezembro de 2020

O Poder no Mercado

Indo para o Capítulo 11 do livro Power vs. Force, vou comentar sobre a análise do Hawkins a respeito dos níveis de consciência e do método de calibragem criado por ele em relação ao mercado. Interessante notar que ele começa o capítulo falando que sem liberdade de escolha não é possível ter responsabilidade, e que escolhas de baixo atrator podem destruir civilizações inteiras.

As pessoas fazem compras baseadas no que tentam perceber de campo atrator, e muitas vezes acabam por se deixar levar por algo de baixo atrator pelo glamour que este aparenta, como aquelas propagandas idealistas que mostram situações idílicas para apresentar um produto ou serviço. Não dá para falar sobre propaganda sem pensar em marketing digital ou em uma modalidade que tem ganhado força ultimamente: o marketing de conteúdo.

Basicamente: marketing de conteúdo é quando a empresa fornece conhecimentos úteis a possíveis clientes como uma forma de criar uma boa imagem e assim convencer, de forma inconsciente, a comprar seus produtos ou serviços. Isso já existe há algum tempo, mas com as redes sociais esse tipo de estratégia ganhou uma camuflagem muito interessante, pois até pessoas não ligadas à área do marketing utilizam de seus conhecimentos para criar e vender produtos.

A pessoa comum acredita estar aprendendo algo novo, ou pesquisando sobre um problema que possui, mas acaba sendo convencida de que a solução para tal necessidade é o produto da empresa. A atitude em si não é ruim, mas a situação ficou de tal forma exacerbada que até grupos ativistas utilizam-se destes métodos para promover suas agendas.

No marketing digital existe uma fase chamada call to action, ou CTA. É quando a empresa convence a pessoa a tomar uma atitude em relação a uma situação criada: comprar um produto, assinar uma newsletter, entrar em contato, etc. O que se tem com isso? Pessoas que só tomam atitudes de CTA: se for necessário tomar uma atitude para a própria vida, não existe engajamento para tal.

Voltando ao livro, um fator interessante para melhorar as vendas é o relacionamento entre os funcionários da empresa. Uma empresa meramente lógica acaba por ter alta rotatividade, enquanto que uma empresa mais "familiar" desenvolve um sentimento de lealdade entre os colegas, fazendo com que os funcionários trabalhem em nome de um bem comum.

Isso lembra um pouco o post sobre rebanho e matilha: o rebanho age em conjunto apenas para interesses egoístas, enquanto que a matilha age pelo bem do grupo, sem interferir na liberdade individual. A principal diferença está na hora de lidar com divergências: empresas-rebanho, por assim dizer, descartam funcionários que possuem visões de mundo diferentes da "padrão"; já empresas-matilha acabam por agregar essas divergências como uma forma de enriquecimento.

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