terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Só por hoje, eu sou calmo... quê?

Como já usei o título Calmaria em meio à Tempestade, mas quero voltar ao tema, decidi usar um título mais objetivo. Ser calmo não é ser passivo, complacente, apático. Eu já falei sobre outras vezes, mas vou tentar centralizar em um post só, baseando-me no primeiro princípio do Reiki: só por hoje, sou calmo, ou só por hoje, não te zangues.

Na maioria das vezes, para não dizer em todas as vezes, a pessoa passiva é rancorosa, amarga. Ela não age de forma ativa pela própria vida, mas espalha sua amargura por onde passa, tornando o ambiente pesado e triste. Por mais que ela escreva textos e compartilhe postagens motivacionais, sempre fica aquele tom de indireta e de agressividade. A pessoa não é calma realmente, ela está se consumindo por dentro.

Por outro lado, a pessoa aparentemente explosiva pode demonstrar calma e autocontrole em situações extremas e mesmo dolorosas. Por ela fazer, por ela tomar atitude, pode-se pensar que ela não esteja bem, que seja uma pessoa amarga e irritadiça. A sociedade desaprendeu a tomar atitude, e por isso não sabe agir com calma perante as situações - e quem o faz não é considerado calmo.

Ser calmo é fazer as coisas que devem ser feitas sem se afobar e sem se descontrolar. Em uma sociedade em que as pessoas vivem fora de controle sem perceber, ter autocontrole parece algo surreal, impossível, e até negativo em alguns casos. A meditação pode agravar o problema pela pessoa dar um direcionamento errado ao processo: acaba-se condicionando a uma passividade desnecessária e pouco saudável.

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