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Mostrando postagens de 2021

O perigo da egrégora

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Egrégora é um padrão mental compartilhado por um grupo de pessoas, diferente de arquétipo, que é um conceito presente no inconsciente de todas as pessoas. Como é constante aqui no blog, um padrão mental influencia no ambiente, gerando situações ligadas a ele. Pessoas passam por problemas ligados ao seu padrão mental, o famoso nível de consciência. Para mudar de problemas, é necessário mudar o padrão mental. Problemas nunca acabam: você apenas adquire novos. E, infelizmente, as pessoas adquirem novos problemas quando ainda não superaram os antigos. É ilusório pensar em ficar com os mesmos problemas para sempre, pois o próprio Universo empurra você para frente. Por isso ignorância não é uma bênção, e sim uma anestesia ao que está acontecendo - e isso não é bom. Quando muitas pessoas compartilham do mesmo padrão mental, isso se torna uma egrégora, que influencia o ambiente de forma muito mais ampla, inclusive pessoas que não possuem este padrão. Isso é largamente utilizado por alguns

Godzilla vs. Kong

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Esse filme possui uma mensagem implícita muito interessante: o projeto de dominação do mundo por um indivíduo ou grupo. Por mais que a luta entre os dois titãs seja o grande chamativo que levou milhares de pessoas aos cinemas, a história do filme passa longe por esse embate, que é mera parte do enredo. Ao contrário de ser mais um longa que busca distorcer a realidade, Godzilla vs. Kong a expõe claramente, para quem quiser percebê-la. É conhecido de alguns grupos o termo metacapitalista , uma pessoa que possui tanto dinheiro que busca controlar a sociedade através dele. Longe de ser uma teoria da conspiração, é notória a ação de metacapitalistas em nossa sociedade manipulando governos e implantando políticas de forma indireta, em especial através de ONGs. Como é tudo "comprado", força popular nenhuma consegue sobrepor-se aos seus objetivos - preste atenção ao que ocorre nas redes sociais hoje em dia. No filme, as manobras obscuras da Apex Cibernética são denunciadas por um

Pensando além das ideologias

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Cheguei à conclusão de que ideologia é algo ruim, independente de qual seja. A ideologia acaba por criar um padrão mental de base irracional, distorcendo a visão da realidade e fazendo com o que a pessoa tome decisões erradas, baseadas em uma tentativa inútil de mudança, tendo em vista que se baseia em algo inexistente como padrão. Eu precisava falar isso, pois ideologia não possui posição política, ao contrário do que imaginam. Simplesmente pode aparecer em qualquer lugar, de qualquer forma, podendo, no final das contas, ser útil para aqueles que buscam reverter o processo, ou seja, abrir mão de uma mentalidade ideológica, consequentemente revolucionária, e buscar a realidade e a Verdade. Não é possível mudança sem perceber o que realmente acontece. Interessante falar sobre após de dizer que a realidade é uma simulação . Acho que já comentei sobre, mas irei comentar novamente para reforçar: não adianta só saber disso, mas é necessário viver através disso, ter consciência. É um proc

O importante é competir?

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Quem nunca ouviu aquele chavão "não importa se ganhar ou perder, o importante é competir"? A ideia de que o importante é participar e se esforçar, independente do resultado, pode esconder algo terrível: e quem nunca ganhou nada, nem no par ou ímpar? Por mais que devamos nos comparar apenas com nós mesmos, a comparação com o outro pode ser saudável, quando ajuda a enxergarmos melhor. Hoje em dia não há mais competição: todos são vencedores. No entanto, se todos são vencedores, qual o valor do esforço? Se a pessoa fizer qualquer coisa, ela será premiada, abrindo espaço para qualquer coisa ser considerada válida. Se só perder é ruim, só ganhar também o é: ainda mais quando não há a disputa, a comparação. Aí que está o ponto de central de toda e qualquer competição: a comparação entre esforços, seja da pessoa com ela mesma, seja dela com outras pessoas. É o reconhecimento do esforço, da disciplina, do mérito, da criatividade, entre outros tantos valores. Por isso uma competiçã

Sobre Padrão de Beleza

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Esse sumiço virtual tem um motivo importante. Infelizmente não tenho mais tempo para me divertir escrevendo neste blog - espero que seja apenas uma situação temporária, mas enfim... Um assunto que me chamou a atenção esses dias foi a questão do padrão de beleza feminino, que para algumas pessoas é tão normal que não percebem seus reais riscos e danos. Talvez não percebam que parte da discriminação existente com algumas mulheres seja por isso. Lembrando que há o preconceito, instintivo nosso, e a discriminação, programada pela sociedade. Eu fiz essa distinção em dois sinônimos para ilustrar o que ocorre, não que exista uma diferença profunda entre ambas as palavras. A discriminação acaba por embotar o preconceito verdadeiro. Cria-se um novo padrão do que é perigoso, ruim ou indesejável, distorcendo o que realmente é perigoso, ruim ou indesejável. Indo para a questão estética, não é uma questão de indústria, capitalismo nem nada do gênero: se as mulheres, e mesmo as pessoas num aspec

O Capitalismo não é selvagem, mas as pessoas sim

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Não existe um sistema político-econômico perfeito, tendo em vista que as pessoas não o são. Tudo tende à entropia, ao caos, sobretudo se não houver um esforço genuíno em vista do crescimento e da ordem (cosmos - de onde surgiu a palavra cosmética). Acredito que pessoas evoluídas podem viver bem em qualquer sistema político, pois se pensaria no outro sem fins egoísticos. O grande problema desses sistemas é o desejo de poder escondido sob uma aparência de ordem - ou mesmo de harmonia. É praticamente impossível pensar nisso sem pensar no clichezão do que foi o Socialismo no século XX: tirania e miséria em nome de uma pretensa igualdade. Este nunca foi o objetivo, e nunca será, vide países socialistas, em situação de miséria extrema ou em vias de. Nem é necessário lembrar-se de uma de suas mutações, o progressismo, que é a perseguição ferrenha a pensamentos divergentes, chegando à irracionalidades que não são questionadas por pavor dos perseguidores. Como historiadora, devo esclarecer a

Não espere pela justiça divina

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Antes de tudo, deve-se entender que a justiça divina não é um julgamento no qual todas as pessoas passarão após morrer, sendo punidas ou não pelos seus feitos. Talvez possa acontecer? Talvez. O fato é que deixar uma injustiça acontecer porque "a justiça divina irá dar a devida punição" é tirar a própria responsabilidade sobre e projetá-la em algo considerado inacessível. Apelar para esse jargão tornou-se comum nos dias atuais, quando as coisas parecem não ter solução prática. Problemas estruturais demandam mudança de perspectiva, de preferência a nível coletivo, sendo este algo extremamente difícil de acontecer. Pessoas que tomam consciência da situação acabam por sentir-se nadando contra a maré, como se lutassem uma batalha já perdida. Injustiças ocorrem o tempo todo, e parece que hoje em dia ocorrem de forma escancarada. Pensar de forma mais racional tornou-se algo abominável para algumas pessoas, enquanto o relativismo niilista é apresentado como evolução espiritual. O

Refletindo sobre MGTOW

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Antes de tudo, vou dar a minha definição sobre o MGTOW, homens que seguem seu próprio caminho na tradução: são homens que desistiram de estabelecer quaisquer relacionamentos com mulheres (seja a nível pessoal ou mesmo social, incluindo nisso amizades e relações de trabalho) devido às mazelas do Feminismo e ao privilégio feminino presente hoje na sociedade. É necessário deixar claro que o Feminismo desequilibrou as relações entre homens e mulheres, induzindo comportamentos artificiais, contra a natureza das pessoas enquanto animais. De tanto insistirem que as mulheres são oprimidas e desrespeitadas, foram criadas uma infinidade de recursos para privilegiá-las, tornando o homem, considerado o causador de todos os problemas da humanidade, no maior perseguido da atualidade. Preste atenção às notícias: quando a mulher é vítima, estardalhaço; quando o homem é vítima, silêncio. Em diversas leis é claro o privilégio feminino, onde deveria prevalecer o princípio constitucional de igualdade

Cruella (2021)

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Decidi comentar sobre este filme por conta da onda de obras que tentam justificar a maldade das pessoas, sejam estas reais ou ficcionais. O vilão é pintado como vítima, com um potencial (ou genialidade , termo usado pela protagonista no filme) não reconhecido pelas pessoas em volta, sentindo-se impelida a apelar para atitudes cada vez mais baixas para alcançar seus objetivos. Uma coisa tem que ficar clara: nada justifica a maldade, absolutamente nada . No filme, dá-se a impressão de que Cruella não teve escolha, mas prestando atenção é possível perceber que sempre houve alternativas para tomar boas atitudes, mas aí vem um detalhe interessante: todos os saltos que Cruella teve na carreira foram quando ela deixou sua maldade falar mais alto - que "belo" exemplo, né? Repare nos dois amigos que viraram seus capangas: meninos de rua que viviam de pequenos golpes. Aos poucos, a amizade e o companheirismo dão lugar à manipulação e à submissão. Eles se ressentem com isso, mas acabam

A nova velha escravidão

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Não sei se lembram das aulas de História da escola, onde comentavam sobre a escravidão por dívidas, instituição comum na Antiguidade, onde pessoas tornavam-se escravas de seus credores por não conseguir pagar o que devem. Esta instituição foi abolida na Europa medieval, assim como outras modalidades de escravidão. No que se conhece como transição da Idade Média para a Moderna, há uma expansão do comércio e das cidades (que nunca deixaram de existir, por sinal), e um maior uso dos juros nas transações comerciais. Interessante notar que no Medievo cobrar juros era pecado, pois não se poderia cobrar algo pertencente a Deus. A perda do poder da Igreja fez com que essas dogmáticas fossem deixadas de lado, dando maior atenção às coisas dos homens (pense no conceito do antropocentrismo). Saltando desta época para a atualidade, notem que a principal causa de endividamento das pessoas é por conta dos juros cobrados, quase sempre juros sobre juros (cobram-se juros dos juros já cobrados anteri

A omissão é a arma do covarde

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Notei que ultimamente as pessoas evitam reagir às situações com coragem, mas aguardando o primeiro deslize alheio para dar o bote, sem realmente combater pelo que acreditam. Quando estão com o poder de decisão, a coisa piora, pois em situações que lhe são desfavoráveis, aguardam apenas para impor sua opinião às pressas, sem chance de reação alheia. Não adianta discutir, apresentar fatos e dados, se a outra parte está com o poder de decisão, ela irá esperar a situação degringolar para fazer algo. Situações que poderiam ser resolvidas antecipadamente, sem sobressaltos, viram pesadelos de final de prazo, pois o interessado perde duas vezes: primeiro na ausência de debate, segundo na falta de alternativas pela falta de tempo para resolução. Simplesmente isso acontece com a falta de respostas por parte de quem decide: solicita-se, mas não há resposta; apresentam-se fatos, não há aceitação nem refutação; reiteram-se as solicitações, mantém-se o silêncio. Apenas quando o interessado toma u

Resposta Zero e a Falta de Motivação

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É praticamente impossível fazer qualquer coisa sem um retorno, seja ele positivo ou negativo. A motivação vem principalmente do feedback dos nossos projetos, logo a ausência de retorno é fatal a qualquer ideia posta em prática, pois ele não te dá nenhuma ideia de qual caminho seguir ou de qual iniciativa tomar, como uma grande barreira invisível e intransponível. Um feedback negativo, por mais pesado que seja, ainda serve de pista para dar continuidade ao projeto, sobretudo quando se dedica àquilo o máximo de tempo e atenção possível: grandes empresários faliram diversas vezes antes de acertar o alvo. Hoje em dia, isso nem é mais possível, pois caso você falhe surgirão programas assistenciais para te prender definitivamente em uma situação de miséria. Nem tudo depende da gente, dando a impressão de que quando é necessária a ação de outra pessoa nada dá certo. Hawkins aponta que o nível 200 é a mudança da consciência de projetar a culpa no outro para assumir as próprias responsabil

O problema dos especialistas

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Devo ter comentado, há algum tempo atrás, da diferença entre o amador e o profissional: o amador faz algo por paixão àquilo, enquanto que o profissional tem uma "certificação reconhecida" na área, o que não significa que este seja melhor que aquele, muitas vezes acontecendo justamente o contrário. No entanto, nessa dificuldade em se reconhecer o potencial das pessoas, foram criadas barreiras chamadas de especialização: apenas especialistas podem falar sobre o assunto, por mais conhecimento que se tenha sobre. Até algum tempo atrás, realmente alguns conhecimentos estavam acessíveis apenas àqueles que buscavam uma formação, digamos, "formal". Porém, hoje em dia é fácil adquirir conhecimentos específicos e densos sobre qualquer assunto, tornando-se muitas vezes mais "especialista" que os ditos "especialistas", mas sem transmitir "confiança" sobre o conhecimento que possui. Confiança que se confunde com a arrogância em aceitar a experiênc

A Geração Z não falhou

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Antes de tudo, um esclarecimento: engana-se quem diz que a geração Z refere-se aos nascidos na virada do milênio. A "famosa" geração Z refere-se aos nascidos nos anos 90, em um ambiente de fim da Guerra Fria, onde o mundo deixa de ser bipolar e uma suposta "liberdade" passa a reinar. Já os millenials são os nascidos na Virada do Milênio, chegando a soar óbvio ter que explicar essa diferença que está passando batido. Pois bem, há alguns comentários na internet, em vídeos e em posts, de que essa geração Z, hoje por volta dos 30 anos, não teria alcançado o "sucesso na vida" como as gerações anteriores: formado uma família, adquirido um imóvel, conquistado estabilidade profissional. Muitos da citada geração moram de aluguel, quando não moram com os pais, ainda estão procurando "a metade da laranja", e mesmo o "emprego dos sonhos". Comparando dessa forma, realmente a geração Z deixa a desejar. Contudo, a situação é muito mais complexa: a

É difícil lidar com gente honesta

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Uma coisa que as pessoas ainda não perceberam é a dificuldade em lidar com alguém realmente honesto, sem pretensões de levar vantagem sobre ninguém, admitindo erros e derrotas caso justas forem. São pessoas que conhecem as regras e possuem valores a guardar e defender: algo tão raro hoje em dia, e tão deturpado pela sociedade, que pessoas honestas tornaram-se alvos a serem neutralizados, quando não destruídos. Quando se tenta levar tudo no jeitinho, tende-se a criar laços de chantagem com outros espertalhões: o famoso rabo preso. Um protege o outro para não ser delatado, e assim o esquema de vantagens continuar. Já o honesto, por não ter esses laços, e não precisar deles para sobreviver, gera incômodos para quem precisa das irregularidades e dos "esqueminhas": afinal, podem ser descobertos e neutralizados legalmente a qualquer momento. No final das contas, as pessoas no geral lidam com os desonestos de duas formas: ou pela imposição ou pela rendição. Nesta, a pessoa simple

O protagonismo em Naruto

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Estou finalmente assistindo à serie Naruto, algo no qual eu deveria ter feito antes, mas acredito que estou fazendo no momento certo. Este anime é um clássico no sentido literal da palavra: algo eterno de fácil entendimento para todos. É comum pensar que o clássico existe apenas nas "belas-artes": música, literatura, pintura, cinema, escultura, dança e arquitetura. No entanto, a própria variedade na expressão humana cria novos clássicos em novas áreas. Existem clássicos entre os desenhos animados, em especial os desenhos animados japoneses (animes). É normal não ser feita essa associação, principalmente por se viver em uma época em que os clássicos não são mostrados como tais, mas como coisas distantes e incompreensíveis para a maioria das pessoas. Talvez eu já tenha comentado sobre antes, mas vale a pena observar novamente. Um comentário na internet me chamou a atenção e me inspirou a escrever este post: Naruto só venceu tais e tais lutas por causa do seu protagonismo. No

O perigo do empoderamento feminino

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Já comentei sobre empoderamento em outro post, mas acho que ficou um pouco solto. Então vamos pegar como exemplo o conhecido empoderamento feminino , a ideia de dar à mulher um suposto poder que ela supostamente não tem e assim ter uma vida melhor. Esse resumo singelo expõe a completa inutilidade de tal coisa: ajudar uma mulher a desenvolver a autoconfiança não é empoderamento, pelo menos não no atual sentido da palavra. Tanto homens quanto mulheres precisam desenvolver o amor-próprio e a autoconfiança ao longo da vida, perante situações adversas e desfavoráveis, principalmente no atual momento. Ambos, amor-próprio e autoconfiança, baseiam-se na responsabilidade que a pessoa tem perante as próprias atitudes e escolhas, dando-lhe liberdade para trilhar o próprio caminho. O que não acontece com o empoderamento atual. O tal do empoderamento baseia-se no erro do outro : a situação de uma pessoa é ruim porque outra pessoa o causa. Mulheres, então, sofreriam porque os homens as fazem sof

O tal Novo Normal

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Mais cedo ou mais tarde falaria sobre isso aqui. O assunto do momento é o novo padrão de normalidade existente por conta da pandemia. No entanto, esse "padrão de normalidade" apenas veio à tona: já existia há décadas, programado de forma sutil na mente das pessoas para pensarem e agirem desta forma, sem perceber os danos que isso causa. No livro Ponerologia , o autor comenta sobre a paramoralidade, que seria um padrão moral doentio que toma conta de uma sociedade inteira, distorcendo conceitos morais básicos. É o que acontece hoje em dia: o novo normal se baseia numa moralidade doente. Ser honesto é necessário para que todos possam dar seu melhor e viver bem. Contudo, é algo complexo, sobretudo por envolver os interesses próprios de cada pessoa. Ser honesto com o outro é necessário para que o outro seja honesto conosco, e ser punido por sua desonestidade. A atual paramoralidade relativiza esse conceito, tanto com a desonestidade aberta quanto com a condenação de supostas d

A ilusão do direito de defesa

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Depois de ouvir tantas reclamações de acusações injustas nas redes sociais, e analisando que as "contestações" que as plataformas recebem de nada resultam, e percebendo que isso ocorre em outras esferas da vida cotidiana, cheguei à conclusão de que o famoso "direito à ampla defesa e contraditório" tornou-se mera ilusão, algo da boca pra fora apenas para dizer que "a outra parte foi ouvida". Preste atenção: as redes sociais "julgam" a torto e a direito. Todas as suas postagens não passam mais pelos crivos do absurdo (como crimes) mas pelos crivos ideológicos. Discordar de um grupo tornou-se o mesmo que desrespeitá-lo, ainda que não haja nenhuma ofensa propriamente dita. Pode-se até clicar no "discordo de sua decisão" ou "apresentar contestação": por mais que você escreva, e até apresente provas de sua argumentação, no final das contas, é como se aquilo fosse parar em um limbo e a decisão permanece a mesma. Mesmo sem expor, a

Correlações Culturais

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Esse é comentário de um trecho do capítulo cinco do Power vs. Force que acabei deixando de lado, achando que escreveria mais sobre. Revisei esse trecho baseado nos outros capítulos da própria obra. Cerca de 84% da população mundial encontra-se abaixo do nível 200 de consciência, tanto é que a maior parte dos problemas da humanidade são reflexos deste baixo nível. Cerca de 8% da humanidade encontra-se acima de 400 (Razão), e 4% da população mundial está acima de 500 (Amor). Pouquíssimas estariam acima de 600 - à época da publicação da 1ª edição do livro, apenas 12 pessoas encontravam-se nesta faixa. Se formos relacionar os níveis de consciência aos padrões sociais, abaixo de 200 estariam as sociedades primitivas, sendo que nas mais baixas estariam as sociedades nômades e primitivas. Na faixa do nível 200, começa a surgir uma estrutura semi-nômade, com um trabalho mais especializado. Já próximo a 300, surge o sedentarismo e o comércio. Nos níveis acima de 300, o trabalho especializa

Corrupção cultural

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Parece que os últimos tempos expôs uma das consequências mais graves do jeitinho brasileiro : a cultura de corrupção que existe na sociedade brasileira. Corrupção é algo tão inerente à sociedade brasileira que ser honesto tornou-se algo tão ruim que falar a verdade tornou-se algo ofensivo. Repare que, mesmo com fatos, a verdade é suprimida dos meios de comunicação, e mesmo do meio cultural. O Brasil é um país burocrático por natureza. Há tantas regras para "evitar-se trambiques" que só através de trambiques é possível cumpri-las - como foi a União Soviética em seu apogeu. Em tempos de crise, a busca por dinheiro torna-se obsessiva a ponto da moralidade e da racionalidade serem atropeladas para "se dar bem". E essas são atropeladas de forma tal que é praticamente impossível apelar a elas para se trazer a ordem de volta. A corrupção não está apenas na política, distante. Ela está em cada pessoa, em cada atitude que busca levar vantagem prejudicando abertamente outr

Liberdade e escolhas

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Este post será mais objetivo que os outros que escrevi sobre liberdade, pois antes de se refletir sobre a Liberdade em seu sentido mais profundo, pensando na própria existência, é necessário refletir sobre a liberdade cotidiana de poder falar, de poder escolher, de poder pensar. Percebo que há uma busca sutil, mas incessante, de se destruir toda e qualquer fonte de felicidade verdadeira, e a liberdade é uma dessas fontes. Liberdade, no seu sentido prático, é o que permite que a vida seja vivida. Não há vida sem liberdade, por menor que esta seja. Achar que é possível viver sem liberdade é totalmente insano: a pessoa torna-se marionete de outrem, tudo torna-se falso, fingido. O grande ponto da vida é poder decidir, poder tomar a iniciativa por conta própria, algo que as pessoas têm aberto mão deliberadamente, sem perceber. Enquanto o conceito de liberdade não for associado ao da própria vida, as pessoas abrirão mão de sua liberdade em nome de uma segurança ilusória, na maioria das ve

A Era do Palpite

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A situação atual abriu precedente para as pessoas no geral darem palpite na vida alheia de forma cada vez mais invasiva, como se fossem evoluídas a ponto de saber o que é melhor para os outros. Curioso é que quanto mais se progride nos níveis de consciência, mais se respeita as "más" escolhas alheias - afinal, todos têm o direito de errar. Infelizmente, o limite para esse tipo de invasão foi rompido e não percebem o quão perigoso isso é. É normal, e até saudável, dar sua opinião para outra pessoa - principalmente quando solicitado. A visão que outra pessoa possui de sua situação geralmente abarca ângulos não visíveis para nós. Pode-se então pensar em pais e professores nos processos de educação e de formação intelectual: visões de mundo são apresentadas para ampliarmos nossos horizontes e nos tornarmos pessoas melhores. Sempre se buscou (pelo menos até certo ponto) respeitar o limite do outro, a famosa individualidade. O fato de como uma pessoa pinta o cabelo ou usa uma me

Como sobreviver em tempos difíceis parte 4

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Seria burrice de minha parte esquecer de um ponto tão importante: o humor. Note que quando a situação começa a ficar triste, uma das primeiras coisas a ser "caçada" é o humor. Tudo fica ofensivo: de uma piada a um gracejo. Já falei aqui no blog que o politicamente correto é um veneno disfarçado de coisa boa, pois as pessoas tentam ser respeitosas, mas são criadas cada vez mais exigências para "ser educado". Não deixe de rir, nunca. Tire graça da situação, sobretudo das mais absurdas. Da música "Ria do Fantasma" de My Little Pony ao feitiço "Riddikulus" da série de livros Harry Potter, rir do que quer se impor sobre nós através do medo é algo temido por aqueles que tentam amedrontar. Por isso distorcem tanto o conceito de humor, transformam em algo militante, imbecil, tiram a graça do negócio . Perceba o quanto as coisas engraçadas tornaram-se "ofensivas": fobia disso, fobia daquilo, intolerância, discurso de ódio... Apenas sobre dete

Como sobreviver em tempos difíceis parte 3

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Acho que essa série de posts vai se estender um pouco mais. As ideias vêm em minha cabeça, baseado no que eu já escrevi aqui, seja sobre Reiki, sobre o livro Power vs. Force, as resenhas diversas e algumas reflexões. Vive-se uma guerra mental, para a qual ninguém está preparado e todos foram muito bem anestesiados sobre. Deve-se aprender como funciona a mente para utilizá-la ao seu favor, enquanto bombas mentais explodem por todos os lados. Uma coisa que não comentei ainda é sobre empatia. Falei sobre respeitar as pessoas e ser gentil, isso é importante para desenvolver a própria serenidade e cuidar de si mesmo. Contudo, buscar entender a dificuldade que o outro passa pode não só ajudar a nós mesmos como também ajudar o outro a se entender. Nessas épocas de dificuldade, cultivar a compaixão é fundamental, mas não se iluda: há pessoas mal intencionadas que se aproveitam da situação para não só tirar vantagem, mas para prejudicar deliberadamente outras pessoas, podendo estar, inclusiv

Como sobreviver em tempos difíceis parte 2

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Achei que daria para escrever tudo em apenas um post, mas como o anterior alongou-se de forma inesperada, irei continuar minhas sugestões em outro post, agora com a dúvida se vou conseguir esgotar o assunto em apenas duas postagens. Fora que seria interessante detalhar algumas coisas do que estou sugerindo aqui, o que requer posts extras. Não pense que me esqueci da religião - é que, em um primeiro momento, pensei em coisas mais práticas, mais cotidianas, e, infelizmente, falar de religião virou algo complexo. Na maioria das vezes, a experiência com o divino diverge da dogmática da instituição religiosa. A coisa fica mais complexa quando se está falando de uma época em que as coisas estão mais turvas do que o normal, e discernir uma real experiência da mera viagem na maionese torna-se um trabalho hercúleo. É complicado falar sobre experiências religiosas válidas em uma época em que até os religiosos estão corrompendo as pessoas, deliberadamente ou não. Talvez isso explique por que e

Como sobreviver em tempos difíceis

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Talvez eu possa fazer mais de um post sobre este assunto, talvez não, mas acho ser necessário escrever sobre, afinal é relativamente fácil escrever sobre os tempos sombrios em que nós vivemos, mas é difícil explicar como sobreviver a eles sem perder a sanidade. Percebo que algumas pessoas já se perderam e não têm consciência disso - pior, querem te enlouquecer também. Basicamente, o ideal é se evitar fontes ruins e se aproximar de fontes boas, nos mais diversos aspectos. No entanto, como eu disse em outro post, a primeira situação é difícil, e mais difícil ainda é distinguir o que é realmente bom do que é realmente ruim. Inoculam padrões baixos de consciência nas coisas mais simples e mais corriqueiras. Talvez a primeira, e mais simples, sugestão mais simples que eu dê aqui é de evitar as músicas da moda. Se não todas, a maioria delas, geralmente as que estão "na boca do povo". Suas letras remetem não a frivolidades, mas a coisas realmente ruins: inveja, deslealdade, orgul

Resolução

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Finalmente chegamos ao último capítulo do Power vs. Force. Percebam duas coisas importantes: a primeira é que alguns capítulos já foram explicados em outros posts, só que sem especificar quais; a segunda é que vou fazer uma série de posts sobre cada nível de consciência, emendando com uma série de resenhas do livro Transcending the Levels of Consciousness, Transcendendo os Níveis de Consciência, no qual o autor vai descrever cada nível em específico. Neste capítulo, Hawkins comenta que a ideia do livro era ser um tratado objetivo sobre moralidade para que as pessoas possam tomar decisões relativas às mais altas condutas de vida - a maior parte dos problemas de hoje em dia derivam da falta de diretrizes para tomar decisões. Absorver o conhecimento deste livro eleva, em média, 35 pontos da consciência do leitor. Da década de 1980 até 2012, o nível de consciência médio da humanidade saltou de 190 para 204. Como eu já tinha comentado anteriormente, não acredito que tenha se dado pelo au

Em Busca da Verdade

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No Capítulo 23, o penúltimo do livro Power vs. Force, é analisado o nível de consciência das principais religiões do mundo. Antes de começar a resenhar o capítulo, é necessário um esclarecimento: apesar de estarmos nos últimos capítulos do livro, este ainda possui três apêndices (A, B e C), um glossário e notas sobre o autor, biográficas e autobiográficas - não pretendo me estender sobre elas. O estudo de Hawkins sobre religião deixa clara a diferença entre a instituição religiosa e a fé. Religiões que se "politizaram" tiveram grande queda no nível de consciência, surgindo ramos "religiosos" calibrados abaixo de 200. Religiões mais "espiritualizadas" tiveram uma queda menor. A queda se dá pela má interpretação do ensinamento religioso, ou a distorção deste ensinamento por conta de interesses mundanos. Para pessoas em níveis mais baixos, a verdadeira experiência espiritual não passa de boatos ou, pior, de coisas malignas. As seitas fundamentalistas estão

Esforço Espiritual

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Chegamos ao capítulo 22 do livro Power vs. Force. Como falei anteriormente, alguns capítulos já foram resenhados aqui sem referência direta, o que pode parecer confuso - e mesmo alguns tópicos de alguns capítulos. A última parte do livro - Significado - é a parte mais elevada, e a mais complicada, da obra como um todo. É muito fácil falar dos níveis de consciência - estes serão abordados em postagens individuais para cada um, além dos resumos feitos. Difícil é buscar entender como esse processo se desenrola, tendo em vista que para quem está mais adiantado as coisas fluem com mais facilidade, o que não acontece para quem está começando - ou mesmo para aqueles que nem querem saber disso. A pura consciência representa o poder infinito e a fonte de energia infinita de toda a existência. Dentro deste potencial, o não-manifesto manifesta-se através dos Grandes Avatares, calibrados em 1000 (limite de consciência neste planeta). Logo abaixo estão os instrutores iluminados que ensinam o cam

Características da Consciência Pura

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Dentro do capítulo 21, onde Hawkins fala sobre os estudos científicos a respeito da consciência, há uma descrição sobre a consciência pura. O capítulo, em resumo, comenta que não há estudos científicos sobre a consciência em si, sendo-a considerada mera função do cérebro, o que acaba por limitar a percepção diante de outras questões, como por exemplo a noção de vida após a morte. A visão de consciência está ligada ao conceito jungiano de self. Quanto mais limitado este for, menor será seu parâmetro de experiência. Como explicado ao longo do livro, padrões limitados de consciência limitam o campo de experiência humana. Pobreza não é apenas um estado econômico, mas é fruto de uma autoimagem limitada, que gera a escassez de recursos. É necessário algo maior para experimentar algo menor, como a mente experimenta o corpo. Dessa forma, os pensamentos não pensam por si mesmos - a consciência está além de todos os fenômenos e é fonte da experiência. Os pensamentos fluem pela consciência com

A base de dados da consciência

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A última parte do Power vs. Force, Significado, começa no capítulo 19, onde Hawkins faz reflexões mais profundas sobre os campos de consciência. A "base de dados de consciência", chamada assim pelo autor, já foi citada no post sobre empirismo , onde eu comentava sobre as pessoas conseguirem acessar informações de forma "inconsciente", por um processo dedutivo que está mais próximo ao download de conhecimentos diversos para a mente em Matrix do que um exercício de raciocínio. Nessa base de dados haveria todo o conhecimento descoberto e por descobrir, podendo ser acessado de diversas formas, sendo que todas as pessoas estão ligadas a ele. Se formos pensar na teoria da realidade simulada , em que estaríamos em uma simulação programada exteriormente, faz todo o sentido estarmos ligado aos servidores em que o conhecimento possível de ser executado dentro da simulação estivesse alocado. O paranormal torna-se possível por considerarmos como uma possibilidade de acesso a