terça-feira, 27 de abril de 2021

Como sobreviver em tempos difíceis parte 3

Acho que essa série de posts vai se estender um pouco mais. As ideias vêm em minha cabeça, baseado no que eu já escrevi aqui, seja sobre Reiki, sobre o livro Power vs. Force, as resenhas diversas e algumas reflexões. Vive-se uma guerra mental, para a qual ninguém está preparado e todos foram muito bem anestesiados sobre. Deve-se aprender como funciona a mente para utilizá-la ao seu favor, enquanto bombas mentais explodem por todos os lados.

Uma coisa que não comentei ainda é sobre empatia. Falei sobre respeitar as pessoas e ser gentil, isso é importante para desenvolver a própria serenidade e cuidar de si mesmo. Contudo, buscar entender a dificuldade que o outro passa pode não só ajudar a nós mesmos como também ajudar o outro a se entender.

Nessas épocas de dificuldade, cultivar a compaixão é fundamental, mas não se iluda: há pessoas mal intencionadas que se aproveitam da situação para não só tirar vantagem, mas para prejudicar deliberadamente outras pessoas, podendo estar, inclusive, ligadas à manutenção da situação, o que deve ser combatido, como falei na primeira parte.

Não abaixar a cabeça a absurdos é ter compaixão por aqueles que não podem fazê-lo, pelo motivo que for. O próprio silêncio abre espaço para que absurdos cresçam desproporcionalmente. Note que falar a verdade tornou-se tabu, com as piores desculpas possíveis: grosseria, falta de provas (mesmo quando estas abundam), sentir-se ofendido, entre outras baboseiras.

A verdade sempre deverá prevalecer, mesmo que lhe cause prejuízos - essa é a famosa integridade. Note que aqueles que tentam relativizar a verdade são aqueles que sempre tentam levar vantagem sobre as pessoas prejudicando-as - o que é totalmente diferente de você aproveitar uma situação para aprender e crescer.

A tríade platônica, no final das contas, pode servir de bússola para se orientar em tempos difíceis: o bom, o belo e o verdadeiro. O bom sempre será belo e verdadeiro, assim como o belo é bom e verdadeiro, e a verdade é boa e bela. Esses conceitos não são relativos, mas possuem tantos detalhes que podem tornar a regra confusa.

E como já deu para perceber, o contato com os clássicos é fundamental nesse período sombrio, nas mais diversas vertentes: música, filosofia, literatura, etc. Lembrando que os clássicos não são apenas obras antigas, mas são obras perenes: muitas obras antigas não deveriam ter a relevância que lhe atribuem, assim como muitas obras atuais são esquecidas por não terem "envelhecido o suficiente".

A característica principal de um clássico é a sua simplicidade: ele é feito para todos, de qualquer lugar e de qualquer época. São fáceis de serem entendidos, como uma música, uma pintura ou um livro. E quanto mais obras são absorvidas, mais fáceis outras se tornam de absorver. Fora que o contato com obras elevadas eleva o nível de consciência da pessoa.

terça-feira, 20 de abril de 2021

Como sobreviver em tempos difíceis parte 2

Achei que daria para escrever tudo em apenas um post, mas como o anterior alongou-se de forma inesperada, irei continuar minhas sugestões em outro post, agora com a dúvida se vou conseguir esgotar o assunto em apenas duas postagens. Fora que seria interessante detalhar algumas coisas do que estou sugerindo aqui, o que requer posts extras.

Não pense que me esqueci da religião - é que, em um primeiro momento, pensei em coisas mais práticas, mais cotidianas, e, infelizmente, falar de religião virou algo complexo. Na maioria das vezes, a experiência com o divino diverge da dogmática da instituição religiosa. A coisa fica mais complexa quando se está falando de uma época em que as coisas estão mais turvas do que o normal, e discernir uma real experiência da mera viagem na maionese torna-se um trabalho hercúleo.

É complicado falar sobre experiências religiosas válidas em uma época em que até os religiosos estão corrompendo as pessoas, deliberadamente ou não. Talvez isso explique por que eu não tenha falado disso antes. Isso requer uma reflexão maior por parte do leitor, o que não caberia em um post, seja pelo tamanho, seja pela polêmica.

Assim como falar sobre trabalho. Além de estar mais difícil arranjar um emprego, está mais difícil manter-se em um - com a impressão de que há uma ação deliberada para um desemprego em massa e uma crise econômica forçada. Continuar se esforçando, dar o melhor sempre, no máximo de circunstâncias possíveis - já que nem todas são possíveis - é uma sugestão quase óbvia também, se não fosse a observação de que, pelas circunstâncias já citadas, parece haver um movimento para enlouquecer as pessoas.

Começaram a aparecer dificuldades em lugares antes inexistentes, gerando uma sobrecarga de obrigações que tiram não só o tempo para pensar, mas a disposição para tal. Parar para pensar é necessário, mais do que nunca: refletir sobre os fatos, sobre o que deve ser feito, não se deixar levar pelo desespero. Sempre haverá uma saída, mas é necessário vê-la, senti-la.

Manter contato com pessoas queridas pode ser uma boa alternativa, se estas pessoas realmente lhe fazem bem. Notei que atualmente as pessoas se afastaram mais do convívio, não apenas pelas dificuldades, mas pela conveniência, o que pode ser útil para conhecer (de verdade) as pessoas que o rodeiam.

Sempre aproveite as circunstâncias ao seu favor. Cada situação difícil pode ser revertida em algo de útil e proveitoso, além do aprendizado. Não se sabe quando e o quanto as coisas vão piorar (mais ainda), ou mesmo se elas irão melhorar. Não adianta bater o pé e querer voltar no tempo, quando as coisas não eram tão ruins assim.

Por outro lado, todo desabafo é válido e necessário. Há horas em que só é necessário por pra fora, sem esquecer que há hora pra começar e hora pra terminar o desabafo: pode ser que haja um período de luto, mas este não deve ser estendido. Chore o que achar necessário, fique com a cara pra baixo o tempo que achar suficiente, mas isso precisa terminar e você precisa seguir em frente.

terça-feira, 13 de abril de 2021

Como sobreviver em tempos difíceis

Talvez eu possa fazer mais de um post sobre este assunto, talvez não, mas acho ser necessário escrever sobre, afinal é relativamente fácil escrever sobre os tempos sombrios em que nós vivemos, mas é difícil explicar como sobreviver a eles sem perder a sanidade. Percebo que algumas pessoas já se perderam e não têm consciência disso - pior, querem te enlouquecer também.

Basicamente, o ideal é se evitar fontes ruins e se aproximar de fontes boas, nos mais diversos aspectos. No entanto, como eu disse em outro post, a primeira situação é difícil, e mais difícil ainda é distinguir o que é realmente bom do que é realmente ruim. Inoculam padrões baixos de consciência nas coisas mais simples e mais corriqueiras.

Talvez a primeira, e mais simples, sugestão mais simples que eu dê aqui é de evitar as músicas da moda. Se não todas, a maioria delas, geralmente as que estão "na boca do povo". Suas letras remetem não a frivolidades, mas a coisas realmente ruins: inveja, deslealdade, orgulho. Andar com fones de ouvido na rua não é "frescura", mas se tornou um fator de sobrevivência.

Não vou falar aqui "ouça apenas música clássica", como alguns pensam com enfastio, mas não deixa de ser verdade: este tipo de música realmente é capaz de elevar a consciência e trazer paz ao coração. Músicas instrumentais no geral são boas alternativas, assim como as standards (aqui no Brasil conhecidas como "românticas"). Algumas trilhas sonoras de videogames podem se encaixar nesta categoria, sobretudo se a história do jogo for edificante.

Evitar pessoas tóxicas, minha segunda sugestão, não significa afastar-se delas, afinal podem ser pessoas importantes para sua vida. Converse o mínimo necessário, não concorde com o que ela diz logo de cara ("ah, eu não sabia disso, vou pesquisar mais sobre, obrigado"), nunca deixe de ser educado e respeitoso. E deixe seu limite bem claro.

Por falar de educação e respeito, por conta destes tempos, as pessoas têm sido muito grossas. Ser gentil (até para observar, é o quinto princípio do Reiki) não fará com que o outro o seja, mas lhe trará serenidade nestes tempos difíceis para lidar com as situações. Não há motivo para não ser gentil, o que não significa, de jeito nenhum, abaixar a cabeça perante absurdos. Absurdos devem ser combatidos dentro do que for possível, e você entendeu o que eu quis dizer.

Acredito que a maior parte da mídia hoje em dia esteja mais preocupada em enlouquecer as pessoas do que informá-las, ou seja, evitar a maior parte dos noticiários não é alienar-se do mundo, mas sim evitar carregar um peso maior do que se pode suportar em matéria de atratores. A maior parte dos noticiários são planejados para dar certo efeito nas pessoas, seja na escolha das matérias, seja na forma como estas são veiculadas.

Buscar meios alternativos de informação virou questão de sobrevivência mental. Ir à fonte da notícia deixou de ser trabalho exclusivo do jornalista para tornar-se atividade corriqueira para se saber o que realmente aconteceu, ou pelo menos para se ter outras versões do ocorrido, e aí sim formar um juízo verdadeiro sobre.

terça-feira, 6 de abril de 2021

Resolução

Finalmente chegamos ao último capítulo do Power vs. Force. Percebam duas coisas importantes: a primeira é que alguns capítulos já foram explicados em outros posts, só que sem especificar quais; a segunda é que vou fazer uma série de posts sobre cada nível de consciência, emendando com uma série de resenhas do livro Transcending the Levels of Consciousness, Transcendendo os Níveis de Consciência, no qual o autor vai descrever cada nível em específico.

Neste capítulo, Hawkins comenta que a ideia do livro era ser um tratado objetivo sobre moralidade para que as pessoas possam tomar decisões relativas às mais altas condutas de vida - a maior parte dos problemas de hoje em dia derivam da falta de diretrizes para tomar decisões. Absorver o conhecimento deste livro eleva, em média, 35 pontos da consciência do leitor.

Da década de 1980 até 2012, o nível de consciência médio da humanidade saltou de 190 para 204. Como eu já tinha comentado anteriormente, não acredito que tenha se dado pelo aumento do nível de consciência de um grande número de pessoas, mas a evolução de quem já estava em um nível mais elevado.

Uma recomendação que Hawkins dá neste capítulo é a de evitar o contato com coisas e pessoas calibradas abaixo de 200: praticamente tudo que nos rodeia. Um momento de afastamento para "desintoxicar" pode ser de grande ajuda, mas aprender a lidar com níveis inferiores é melhor ainda: é como uma vacina contra dissabores futuros, como o Efeito Matrix.

Não acredito ser possível aprender a discernir o verdadeiro do falso apenas evitando este. Como já escrevi em alguns posts sobre meditação, e assim como a meditação só é realmente efetiva quando você consegue levar este estado de tranquilidade mental para o cotidiano, você só consegue neutralizar de forma efetiva a falsidade quando aprende a lidar com ela.

Obviamente não estou dizendo para manter os mesmos hábitos e achar que vai conseguir mudar alguma coisa. É uma via de mão dupla: você troca seus hábitos negativos por hábitos positivos e melhora sua consciência, e conforme sua consciência evolui, os hábitos negativos são deixados de lado de forma natural e permanente.

Não é possível defender-se intelectualmente os campos atratores baixos. A partir do amor e da oração é possível desembaraçar-se desses campos, a salvação está dentro de cada pessoa. Superar o ego não é suprimi-lo, mas trabalhá-lo, transcendê-lo. Ele é a fonte do sofrimento por querer manter as coisas como estão, e além dos paradoxos é possível transcendê-lo. A pessoa pode optar não ser mais escravizado pelas trevas.