terça-feira, 20 de abril de 2021

Como sobreviver em tempos difíceis parte 2

Achei que daria para escrever tudo em apenas um post, mas como o anterior alongou-se de forma inesperada, irei continuar minhas sugestões em outro post, agora com a dúvida se vou conseguir esgotar o assunto em apenas duas postagens. Fora que seria interessante detalhar algumas coisas do que estou sugerindo aqui, o que requer posts extras.

Não pense que me esqueci da religião - é que, em um primeiro momento, pensei em coisas mais práticas, mais cotidianas, e, infelizmente, falar de religião virou algo complexo. Na maioria das vezes, a experiência com o divino diverge da dogmática da instituição religiosa. A coisa fica mais complexa quando se está falando de uma época em que as coisas estão mais turvas do que o normal, e discernir uma real experiência da mera viagem na maionese torna-se um trabalho hercúleo.

É complicado falar sobre experiências religiosas válidas em uma época em que até os religiosos estão corrompendo as pessoas, deliberadamente ou não. Talvez isso explique por que eu não tenha falado disso antes. Isso requer uma reflexão maior por parte do leitor, o que não caberia em um post, seja pelo tamanho, seja pela polêmica.

Assim como falar sobre trabalho. Além de estar mais difícil arranjar um emprego, está mais difícil manter-se em um - com a impressão de que há uma ação deliberada para um desemprego em massa e uma crise econômica forçada. Continuar se esforçando, dar o melhor sempre, no máximo de circunstâncias possíveis - já que nem todas são possíveis - é uma sugestão quase óbvia também, se não fosse a observação de que, pelas circunstâncias já citadas, parece haver um movimento para enlouquecer as pessoas.

Começaram a aparecer dificuldades em lugares antes inexistentes, gerando uma sobrecarga de obrigações que tiram não só o tempo para pensar, mas a disposição para tal. Parar para pensar é necessário, mais do que nunca: refletir sobre os fatos, sobre o que deve ser feito, não se deixar levar pelo desespero. Sempre haverá uma saída, mas é necessário vê-la, senti-la.

Manter contato com pessoas queridas pode ser uma boa alternativa, se estas pessoas realmente lhe fazem bem. Notei que atualmente as pessoas se afastaram mais do convívio, não apenas pelas dificuldades, mas pela conveniência, o que pode ser útil para conhecer (de verdade) as pessoas que o rodeiam.

Sempre aproveite as circunstâncias ao seu favor. Cada situação difícil pode ser revertida em algo de útil e proveitoso, além do aprendizado. Não se sabe quando e o quanto as coisas vão piorar (mais ainda), ou mesmo se elas irão melhorar. Não adianta bater o pé e querer voltar no tempo, quando as coisas não eram tão ruins assim.

Por outro lado, todo desabafo é válido e necessário. Há horas em que só é necessário por pra fora, sem esquecer que há hora pra começar e hora pra terminar o desabafo: pode ser que haja um período de luto, mas este não deve ser estendido. Chore o que achar necessário, fique com a cara pra baixo o tempo que achar suficiente, mas isso precisa terminar e você precisa seguir em frente.

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