terça-feira, 13 de julho de 2021

A Geração Z não falhou

Antes de tudo, um esclarecimento: engana-se quem diz que a geração Z refere-se aos nascidos na virada do milênio. A "famosa" geração Z refere-se aos nascidos nos anos 90, em um ambiente de fim da Guerra Fria, onde o mundo deixa de ser bipolar e uma suposta "liberdade" passa a reinar. Já os millenials são os nascidos na Virada do Milênio, chegando a soar óbvio ter que explicar essa diferença que está passando batido.

Pois bem, há alguns comentários na internet, em vídeos e em posts, de que essa geração Z, hoje por volta dos 30 anos, não teria alcançado o "sucesso na vida" como as gerações anteriores: formado uma família, adquirido um imóvel, conquistado estabilidade profissional. Muitos da citada geração moram de aluguel, quando não moram com os pais, ainda estão procurando "a metade da laranja", e mesmo o "emprego dos sonhos".

Comparando dessa forma, realmente a geração Z deixa a desejar. Contudo, a situação é muito mais complexa: a formação de uma geração depende de outra que a formou. A geração que formou os Z foi aquela do Woodstock e das "revoluções" dos anos 70. Eis o resultado. Para agravar ainda mais a situação, a própria situação político-econômica mundial está sendo estruturada para forçar as pessoas a não conseguirem ascender socialmente.

Ou seja, culpar apenas a própria geração Z por falhas nas quais ela não poderia prever, e programada para não perceber, é no mínimo desonesto. A geração Z é uma geração semi-escravizada, que não possui estabilidade suficiente para pensar em projetos maiores. Associa-se a pessoa da geração Z à imaturidade pelo seu amor à cultura pop, quando esta na verdade é uma fuga de um mundo escravizador para um mundo onde os valores e o esforço ainda são recompensados.

Enquanto a geração Z ainda pode ser considerada uma geração "inteligente", os millenials são conhecidos por sua notória burrice. Seguindo o raciocínio anterior, não significa que os millenials foram agraciados com uma ignorância sem precedentes, mas programados para terem suas capacidades intelectuais limitadas, e assim serem dominados sem perceberem os grilhões que carregam.

Esqueçam o idealismo de que tudo é apenas fruto do próprio esforço: se houve isso na sociedade, hoje em dia não existe mais. É muito mais fácil e conveniente capacitar uma pessoa da panelinha do que contratar alguém com talento mas que pensa diferente. A tendência é formar o máximo de pessoas com o mínimo de capacidade de raciocínio, sendo algumas como intelecto suficiente para manter a sociedade em ordem.

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