terça-feira, 24 de agosto de 2021

Refletindo sobre MGTOW

Antes de tudo, vou dar a minha definição sobre o MGTOW, homens que seguem seu próprio caminho na tradução: são homens que desistiram de estabelecer quaisquer relacionamentos com mulheres (seja a nível pessoal ou mesmo social, incluindo nisso amizades e relações de trabalho) devido às mazelas do Feminismo e ao privilégio feminino presente hoje na sociedade.

É necessário deixar claro que o Feminismo desequilibrou as relações entre homens e mulheres, induzindo comportamentos artificiais, contra a natureza das pessoas enquanto animais. De tanto insistirem que as mulheres são oprimidas e desrespeitadas, foram criadas uma infinidade de recursos para privilegiá-las, tornando o homem, considerado o causador de todos os problemas da humanidade, no maior perseguido da atualidade.

Preste atenção às notícias: quando a mulher é vítima, estardalhaço; quando o homem é vítima, silêncio. Em diversas leis é claro o privilégio feminino, onde deveria prevalecer o princípio constitucional de igualdade jurídica entre os sexos, tendo em vista que ambos passam pelas mesmas situações, o que é diferente da pretensa igualdade que se tenta impor nos dias atuais.

Chega a ser complicado de explicar: se são diferentes, as normas deveriam ser diferentes, mas não. Matar é errado, seja praticado por um homem ou por uma mulher, assim como roubar, ofender, perseguir. No entanto, mulheres que cometem estes crimes acabam tendo penas menores, e até sendo absolvidas, sobretudo se a "desculpa" for violência doméstica.

Com isso, entre outros absurdos, alguns homens decidiram afastar-se das mulheres e ignorar sua existência. Sem violência, sem ofensas (pelo menos por enquanto, talvez): apenas seguir o próprio caminho. Comparado com o Feminismo, mesmo o de primeira onda, o MGTOW acaba sendo um movimento bem mais pacífico, embora pouco organizado. E é bom não sê-lo, afinal não é a melhor resposta para a situação, apesar de ser previsível a uma sociedade acovardada.

Hoje em dia, homens sofrem preconceito por serem homens, principalmente aqueles não efeminados. É normal as mulheres tratá-los desrespeitosamente, como pessoas de segunda classe. Caso respondam ou se defendam, são duramente reprimidos, afinal ainda se tem em mente a máxima de que homem não pode agredir nenhuma mulher, sob nenhuma hipótese, mesmo que esta o agrida deliberadamente (ou, inclusive, ponha em risco sua vida).

Como comentei, MGTOW não é a melhor resposta ao Feminismo: é necessário combater o excesso de privilégios que as mulheres possuem hoje em dia e estabelecer um equilíbrio racional e natural. Mulheres sempre puderam seguir seus caminhos, ao contrário do que dizem as feministas, mas na maior parte das vezes optaram por vidas seguras sustentadas por seus maridos, longe dos perigos da natureza e da sociedade.

Se houve uma época na qual os homens eram "donos" de suas esposas e filhas, hoje em dia ocorre o contrário: homens não podem tomar decisões sem anuência de suas esposas; quaisquer bens que adquiram são-lhe retirados para pagar as famosas "pensões alimentícias", mesmo que sejam para dar-lhe o sustento necessário para pagar os valores devidos. Vê-se como algo positivo apenas mulheres em um grupo, mas como algo negativo haver apenas homens.

A questão principal está em estabelecer um equilíbrio natural, o que é diferente de igualdade social, mas ligado à igualdade jurídica. Com a desculpa de promover uma igualdade entre os sexos, o Feminismo destrói cada vez mais a masculinidade, considerando qualquer manifestação como algo "tóxico" a ser banido permanentemente. É necessário, na verdade, banir este tipo de ideia doentia e extremada, permitindo que as pessoas, homens e mulheres, trabalhar em equipe e fazer suas escolhas da melhor forma possível.

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Cruella (2021)

Decidi comentar sobre este filme por conta da onda de obras que tentam justificar a maldade das pessoas, sejam estas reais ou ficcionais. O vilão é pintado como vítima, com um potencial (ou genialidade, termo usado pela protagonista no filme) não reconhecido pelas pessoas em volta, sentindo-se impelida a apelar para atitudes cada vez mais baixas para alcançar seus objetivos.

Uma coisa tem que ficar clara: nada justifica a maldade, absolutamente nada. No filme, dá-se a impressão de que Cruella não teve escolha, mas prestando atenção é possível perceber que sempre houve alternativas para tomar boas atitudes, mas aí vem um detalhe interessante: todos os saltos que Cruella teve na carreira foram quando ela deixou sua maldade falar mais alto - que "belo" exemplo, né?

Repare nos dois amigos que viraram seus capangas: meninos de rua que viviam de pequenos golpes. Aos poucos, a amizade e o companheirismo dão lugar à manipulação e à submissão. Eles se ressentem com isso, mas acabam por aceitar: parece que para eles ter uma família problemática era pior do que não ter família alguma. Fora os ganhos que tiveram ao longo dos anos com golpes cada vez maiores.

A questão da mãe biológica da Cruella talvez seja o argumento mais apelativo para justificar sua maldade. Não sei quem é mais maligna, se mãe ou filha. O filme tenta induzir à conclusão de que a mãe era mais absurda, ao matar sua empregada (e mãe adotiva de Cruella) e tentar matar sua filha. Penso que Cruella foi tão perversa quanto, pois ela não utilizou do homicídio por ver maiores vantagens pessoais em outras alternativas, também de baixo nível.

O ideal é assistir a este filme pensando em 101 Dálmatas, seja em live action ou na versão animada. Pensar que, no final das contas, ela sempre foi uma pessoa amarga e manipuladora. Sua glamorização não a absolve dos crimes que cometeu ao longo da vida. Ela nunca buscou justiça, nem mesmo superação: seu objetivo sempre foi a vingança e a subjugação de seus concorrentes.

terça-feira, 10 de agosto de 2021

A nova velha escravidão

Não sei se lembram das aulas de História da escola, onde comentavam sobre a escravidão por dívidas, instituição comum na Antiguidade, onde pessoas tornavam-se escravas de seus credores por não conseguir pagar o que devem. Esta instituição foi abolida na Europa medieval, assim como outras modalidades de escravidão.

No que se conhece como transição da Idade Média para a Moderna, há uma expansão do comércio e das cidades (que nunca deixaram de existir, por sinal), e um maior uso dos juros nas transações comerciais. Interessante notar que no Medievo cobrar juros era pecado, pois não se poderia cobrar algo pertencente a Deus.

A perda do poder da Igreja fez com que essas dogmáticas fossem deixadas de lado, dando maior atenção às coisas dos homens (pense no conceito do antropocentrismo). Saltando desta época para a atualidade, notem que a principal causa de endividamento das pessoas é por conta dos juros cobrados, quase sempre juros sobre juros (cobram-se juros dos juros já cobrados anteriormente).

Além dos juros, some-se a isso a tal correção monetária, baseada no conceito de que o dinheiro de agora não valerá a mesma coisa no futuro. Somados, pequenas dívidas tornam-se grilhões impostos por credores, que se tornam praticamente donos dos endividados: quaisquer bens adquiridos são tomados; se possui um emprego, a dívida é descontada em folha de pagamento.

Na hora de renegociar, surpresa: a maior parte do montante da dívida são juros sobre juros, que ficam escondidos nas cláusulas contratuais e pouco comentados por aqueles que fornecem dinheiro. Parece as cenas iniciais do filme O Preço do Amanhã, onde não importa o quanto se trabalhe, a pessoa nunca cumpre a meta e as coisas ficam cada vez mais caras.

Esse é o ponto que eu queria chegar: hoje em dia é praticamente impossível adquirir as coisas sem pedir empréstimos ou fazer financiamentos. Se nossos pais e avós o conseguiram com o suor de seu trabalho, hoje em dia pode-se trabalhar a vida inteira que a grande vitória será não ter contraído nenhuma dívida. Pense no financiamento estudantil: o aluno contrai uma dívida para aprender uma profissão cujo mercado será saturado e o salário despencará, não conseguindo um emprego no qual pague a dívida feita.

Não pense, contudo, que isso é parte do que se chama Capitalismo: os grandes revolucionários e tiranos globais são os que acumulam grandes somas de dinheiro. O principal ponto da economia de mercado é a liberdade de negociações e iniciativas. Os que hoje são chamados de metacapitalistas têm tanto dinheiro que agora querem o poder. E nada como empobrecer as pessoas para ter-se poder sobre elas!

Uma sociedade empobrecida é mais vulnerável a tiranos: vide Cuba e Venezuela. Sem dinheiro, pensa-se apenas na sobrevivência básica, não em tentar fazer uma sociedade melhor. Não é possível adquirir coisas para uma vida mais segura e confortável, e sem este conforto não é possível pensar em melhorar a própria vida nem a sociedade.

Note essas "filosofias de nova era" que pregam não a simplicidade, mas a pobreza como algo bom. A ideia não é economizar recursos, mas viver da forma mais miserável possível, na escassez. Na escassez não é possível pensar em evolução, não é possível pensar no que realmente importa, pois todas as forças estão direcionadas à sobrevivência básica e à diversão barata e vazia.

>Enfim, o grande problema da atualidade é a escravização da maior parte da humanidade em uma complexa prisão, onde cada pessoa luta para sobreviver, achando apenas que a vida é difícil, não que é dominada por um grupo de pessoas sedentas por poder e que é impossível conseguir qualquer coisa por esforço próprio, necessitando sempre de dinheiro e influência alheios.

terça-feira, 3 de agosto de 2021

A omissão é a arma do covarde

Notei que ultimamente as pessoas evitam reagir às situações com coragem, mas aguardando o primeiro deslize alheio para dar o bote, sem realmente combater pelo que acreditam. Quando estão com o poder de decisão, a coisa piora, pois em situações que lhe são desfavoráveis, aguardam apenas para impor sua opinião às pressas, sem chance de reação alheia.

Não adianta discutir, apresentar fatos e dados, se a outra parte está com o poder de decisão, ela irá esperar a situação degringolar para fazer algo. Situações que poderiam ser resolvidas antecipadamente, sem sobressaltos, viram pesadelos de final de prazo, pois o interessado perde duas vezes: primeiro na ausência de debate, segundo na falta de alternativas pela falta de tempo para resolução.

Simplesmente isso acontece com a falta de respostas por parte de quem decide: solicita-se, mas não há resposta; apresentam-se fatos, não há aceitação nem refutação; reiteram-se as solicitações, mantém-se o silêncio. Apenas quando o interessado toma uma atitude mais drástica (como um processo judicial), que algo é feito: acusa-se o interessado de precipitado, desesperado, imaturo.

Há a impressão de que a pessoa que decide, seja ela um chefe, um professor, ou mesmo uma autoridade propriamente dita, estava esperando por este momento. Ela não tem interesse em combater o bom combate, discutir, aprender e crescer: ela apenas quer impor sua vontade, nem que pra isso tenha que agir de forma covarde. Sim, covarde e traiçoeira. A que ponto chegamos...

Isso faz parte da mentalidade revolucionária: em nome de uma causa, faz-se de tudo, inclusive enganar. Não pense que é apenas dentro de uma mentalidade ideológica: é parte de uma distorção de valores presente em nossa sociedade há algumas décadas, mas que apenas hoje em dia seus efeitos nefastos são realmente sentidos.