terça-feira, 3 de agosto de 2021

A omissão é a arma do covarde

Notei que ultimamente as pessoas evitam reagir às situações com coragem, mas aguardando o primeiro deslize alheio para dar o bote, sem realmente combater pelo que acreditam. Quando estão com o poder de decisão, a coisa piora, pois em situações que lhe são desfavoráveis, aguardam apenas para impor sua opinião às pressas, sem chance de reação alheia.

Não adianta discutir, apresentar fatos e dados, se a outra parte está com o poder de decisão, ela irá esperar a situação degringolar para fazer algo. Situações que poderiam ser resolvidas antecipadamente, sem sobressaltos, viram pesadelos de final de prazo, pois o interessado perde duas vezes: primeiro na ausência de debate, segundo na falta de alternativas pela falta de tempo para resolução.

Simplesmente isso acontece com a falta de respostas por parte de quem decide: solicita-se, mas não há resposta; apresentam-se fatos, não há aceitação nem refutação; reiteram-se as solicitações, mantém-se o silêncio. Apenas quando o interessado toma uma atitude mais drástica (como um processo judicial), que algo é feito: acusa-se o interessado de precipitado, desesperado, imaturo.

Há a impressão de que a pessoa que decide, seja ela um chefe, um professor, ou mesmo uma autoridade propriamente dita, estava esperando por este momento. Ela não tem interesse em combater o bom combate, discutir, aprender e crescer: ela apenas quer impor sua vontade, nem que pra isso tenha que agir de forma covarde. Sim, covarde e traiçoeira. A que ponto chegamos...

Isso faz parte da mentalidade revolucionária: em nome de uma causa, faz-se de tudo, inclusive enganar. Não pense que é apenas dentro de uma mentalidade ideológica: é parte de uma distorção de valores presente em nossa sociedade há algumas décadas, mas que apenas hoje em dia seus efeitos nefastos são realmente sentidos.

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