Paulo Freire e os "contatinhos"

Estudando (mais uma vez!) a vida e obra de Paulo Freire (pra que isso, meu Deus?), percebe-se que sua ascensão nos círculos intelectuais deu-se não pelo mérito de seu trabalho, já que sua obra ainda não havia sido consolidada, mas um projeto que teria "dado certo", mas pelos "contatinhos": pessoas que, em altos cargos públicos e políticos, deram-lhe não só oportunidades, mas construíram a imagem de grande intelectual cristão de esquerda.

A parte principal de sua obra, que começa a ser escrita após a experiência de Angicos, é fraca. A única "inovação", se é que pode ser chamada assim, é a introdução da ideologia política no processo de formação intelectual do aluno - algo bem-recebido pelo movimento progressista em todo o mundo, rendendo-lhe prêmios não pelo valor educacional, mas pelo serviço prestado à causa.

Uma simples pesquisa mostra que a teoria pedagógica de Paulo Freire é um amálgama de teóricos consagrados e, muitas vezes, sem as devidas referências - algo que seria chamado de "plágio" se fosse um autor sem os tais "contatinhos", ou mesmo um desafeto daqueles que detém o poder. Em diversas entrevistas, Freire deixa claro que o objetivo sempre foi "politizar" os estudantes, para sua visão política, claro.

O que se tornou o "método Paulo Freire", primeiro de alfabetização de adultos, depois de ensino de crianças e adolescentes, foi baseado em cartilhas usadas por um missionário cristão que lecionava no Nordeste do País. Pode-se pensar, logo, que por este não fazer parte da "panela ideológica", não deveria permitir-se que ganhasse relevância no cenário local, e talvez nacional, dando-se preferência a uma "versão ideológica" desejável feita por um apadrinhado político.

A academia brasileira abraçou Paulo Freire não por seu brilhantismo ou genialidade, mas por fazer parte da causa e mostrar o que seus companheiros de luta poderiam fazer no campo educacional. Pesquisadores adotaram seu estilo rebuscado e pouco lógico de escrever, com diversos chavões ideológicos, o que abre espaço para múltiplas interpretações - algo utilizado como blindagem, ou desculpa, para os críticos serem declarados como pessoas que não entenderam seus trabalhos.

O que a pedagogia freireana diz sobre "libertar o aluno" é um paradoxo no qual, em defesa de uma "liberdade", a pessoa é forçada a abraçar uma ideologia, partidarizando-a. Algo totalmente diferente de politização, que é abrir o leque de escolhas das diversas vertentes políticas e mostrar como as coisas funcionam - algo que não sei se deve ser feito em ambiente escolar.

Paulo Freire recomenda explicitamente a perseguição de divergentes - mesmo estes sendo apenas crianças em formação. Estas não podem sair da escola com opinião diferente do professor doutrinador - mesmo este sendo, em tese, apenas um mediador no qual orienta os alunos a adquirir o próprio conhecimento.

Aproveitando que Matrix voltou a ser um assunto da moda, esse pensamento paradoxal atingiu seu ápice em uma reprogramação coletiva de modo que é proibido questionar a doutrina freireana em quaisquer meios, acadêmicos ou não, concluindo-se que a doutrina da "liberdade educacional" coloca você em uma prisão, uma prisão que não se vê, uma prisão para sua mente.

A doutrina maquiavélica de Paulo Freire faz com que, de forma doentia, as pessoas que veem, ouvem e conversam, de executivos a médicos, carpinteiros, faxineiros, pescadores, entre outros, especialmente professores, estejam tão habituados e irremediavelmente dependentes desse sistema que fazem de tudo para protegê-lo, proteger o seu palácio, ou melhor, a sua prisão. E esse é um dos maiores méritos de Paulo Freire: conseguir fazer com que as pessoas comam lavagem imaginado ser a refeição dos campeões.

O que isso tem a ver com os "contatinhos"? É que não importa o seu esforço, disciplina e genialidade, você só terá espaço se alguém influente abri-lo para você; caso discorde, como mecanismos de reset, você é colocado em uma quarentena (às vezes apenas intelectual, às vezes total) para ser eliminado com o argumento de que ou você não entendeu ou é um fascista (sem que realmente saibam o que estão falando).

Este é o meio acadêmico (em qualquer área): ninguém é melhor que a massa, logo qualquer um pode avançar na carreira, desde que conheça as pessoas certas para tal, não precisando ser uma pessoa realmente inteligente, mas sim leal à causa, impedindo que divergentes, em potencial ou reais, quebrem a programação e a hegemonia local.

Comentários

  1. Texto bastante ruim e carregado de argumentos Ad Hominem. Você não aprofundou nenhuma crítica aqui no seu texto, não deu nenhuma demonstração de equívocos no seu trabalho e replicou informações de maneira preconceituosa. Posso não concordar com o trabalho do autor na íntegra, e não concordo. Mas seu texto é muito mal escrito e não se sustenta.

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    1. vamos lá,
      o objetivo do post é criticar justamente o fato de que foi a questão pessoal que projetou Paulo Freire à fama, ou seja, os argumentos são sobre a pessoa (o "ad res" é "ad hominem")
      o post é objetivo, simples, não para ficar "cavando o assunto"
      as críticas que fiz (e faço) ao trabalho de Paulo Freire estão ao longo dos posts, que parece que você não leu, ou não entendeu o que leu, o que é o objeto do processo educacional criado por Paulo Freire

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  2. Excelente texto
    Sou formador e estudioso de Paulo Freire desde a década de 90.
    Não vou ficar argumentando pois não compensa.
    Ou você pensa, e não precisa de argumentos, ou defende Paulo Freire, e não aceita argumentos.
    Como tudo serve como aprendizagem, digo que com o Paulo Freire aprendi como não devo fazer meu trabalho.

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