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Mostrando postagens de abril, 2022

Poliana é sua inveja!

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Estou há alguns dias ouvindo pessoas aleatórias falarem da tal Poliana , que é um tipo de pessoa que só vê coisa boa em tudo, não há tristeza em nada, que é uma iludida etc. Essa conceitualização é acompanhada do conselho de que se deve olhar para o lado negativo da vida, que problemas existem, que nem tudo são sorrisos, ou seja: uma vida feliz é mera ilusão. No entanto, eu não conheço nenhuma pessoa assim - e acho que você não conhece nenhuma também. Em compensação, eu conheço muitas pessoas (muitas mesmo) que só sabem olhar para seus problemas, que não veem graça em nada, que tudo é negativo. Será que a ideia da Poliana não é apenas uma tentativa de tornar as pessoas mais tristes, que possa estar partindo de alguém que não suporta a felicidade alheia? Essas pessoas consideradas iludidas são, na verdade, pessoas que não se deixaram levar pelo sofrimento. Elas sabem que existem problemas, mas escolheram não se lamentar e viver a vida - e serem felizes. Problemas e contratempos são

A Vida Intelectual

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Acredito eu que a maioria dos leitores deste livro o conheceram pela recomendação do Olavo de Carvalho - uma excelente recomendação, aliás. Um livro simples, para todos lerem: um clássico na definição de Mortimer Adler. O livro de A. D. Sertillanges constitui-se de recomendações para aqueles que desejam desenvolver uma vida intelectual. Antes de tudo, a vida intelectual não desemboca, necessariamente, em uma produção a ser publicada: o erudito vale-se do estudo para tornar-se uma pessoa melhor - e assim tornar melhor a vida de quem está a sua volta. Este é um ponto importante: o intelectual deve, primeiramente, desenvolver-se como pessoa, pois assim estará aberto para encontrar a Verdade. Sem uma base moral, o estudo torna-se vazio, ou pior, sujeito a interesses escusos, causando mais males do que benesses. As primeiras recomendações do autor são voltadas à saúde e ao cotidiano do estudante: boa alimentação, exercícios físicos, prática religiosa, reservar um horário específico do dia

O problema da nota de participação

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É tão comum a nota de participação nos cursos que poucos acabam refletindo sobre seu real objetivo. São aqueles pontinhos que aprovam um aluno ruim, mas "que participa", e reprovam o bom aluno, mas desafeto do professor (isso é mais comum do que se pensa). Em ambiente escolar, é um recurso usado para "tentar disciplinar" alunos considerados "rebeldes". Já no ambiente acadêmico, é usado de forma sutil, de forma a favorecer e desfavorecer deliberadamente afetos e desafetos de bolsas de estudo e mesmo para a conclusão do próprio curso. Como disse nos posts sobre o livro Emburrecimento Programado, o que é ensinado na escola realmente é um padrão de comportamento a ser seguido pela sociedade, sendo um dos pontos a necessidade de esperar a boa vontade de um "superior" para reconhecer seu mérito. Será o "mestre", seja ele professor ou especialista, que irá dizer que você está apto ou não, que poderá seguir ou não, mesmo que seus critérios n