O problema da nota de participação

É tão comum a nota de participação nos cursos que poucos acabam refletindo sobre seu real objetivo. São aqueles pontinhos que aprovam um aluno ruim, mas "que participa", e reprovam o bom aluno, mas desafeto do professor (isso é mais comum do que se pensa). Em ambiente escolar, é um recurso usado para "tentar disciplinar" alunos considerados "rebeldes". Já no ambiente acadêmico, é usado de forma sutil, de forma a favorecer e desfavorecer deliberadamente afetos e desafetos de bolsas de estudo e mesmo para a conclusão do próprio curso.

Como disse nos posts sobre o livro Emburrecimento Programado, o que é ensinado na escola realmente é um padrão de comportamento a ser seguido pela sociedade, sendo um dos pontos a necessidade de esperar a boa vontade de um "superior" para reconhecer seu mérito. Será o "mestre", seja ele professor ou especialista, que irá dizer que você está apto ou não, que poderá seguir ou não, mesmo que seus critérios não sejam nada objetivos.

Por mais que você estude, conheça o assunto, pratique e tudo o mais, estará sujeito a um "critério participativo", que pode reprová-lo para favorecer outra pessoa de conhecimento qualitativamente inferior. Pense sobre este tipo de avaliação em um governo totalitário: dissidentes, declarados ou não, nunca terão espaço em lugares elevados, sendo considerados ignorantes e inferiores.

Provas e reprovações podem ser manipuladas? Sim, mas é possível avaliar objetivamente desta forma, ao contrário de avaliar a "participação". É possível contestar o resultado e provar que realmente sabe o assunto. Não tem como fugir: ou sabe ou não sabe. E se não sabe, estuda-se mais, esforça-se mais. Isso puxa o nível de conhecimento para cima, força a disciplina e afasta o comodismo, tornando a sociedade muito mais saudável.

Comentários