Mulheres que Correm com os Lobos - 1: Uma Introdução

Este é o primeiro de uma série de posts que vou fazer para analisar o livro Mulheres que Correm com os Lobos, de Clarissa Pinkola Estés. Foi um dos meus livros favoritos da minha adolescência, e decidi analisá-lo depois de cerca de quinze anos. Surpreendi-me negativamente, pois o livro é uma verdadeira lavagem cerebral, assim como me surpreendi positivamente, já que consegui superar isso e passei a ver essas falhas.

Não irei me estender em detalhes sobre a autora, baseando-me apenas no que ela declara em seu livro. Afinal, é uma obra que tem por público-alvo adolescentes e donas de casa de meia-idade, dois públicos que não se preocupam com mais informações do que as da obra em si. Fora que, além do trabalho enorme em fazer esta análise, ficaram muitos detalhes em aberto, o que tornaria seu aprofundamento um trabalho de anos.

Logo aviso que irei utilizar o termo leitora e correlatos no feminino, pois, como disse antes, a obra é voltada para o público feminino, fora que conheci pouquíssimos homens que tenham lido este livro. O objetivo deste é modificar a mente da mulher através de seu imaginário para torná-la militante da causa feminista, sem utilizar, contudo, o termo "Feminismo" ou mesmo o termo "feminista", o que torna o livro invisível para críticos do movimento, circulando apenas entre seus círculos internos ou de potenciais adeptas.

Mulheres que Correm com os Lobos fazem uma ligação entre ambientalismo e Feminismo, lembrando que estes movimentos são partes da ideologia revolucionária, e "alianças" entre movimentos revolucionários são comuns, pois dão e tiram forças a quem quer que os manipule, e assim evitar que se voltem contra os manipuladores ou mesmo sejam destruídos por dentro.

Lendo os agradecimentos, percebe-se que o livro foi de grande circulação nos meios alternativos norte-americanos à época de seu lançamento. Por ser "invisível" à crítica, tornou-se best seller, sendo lançada uma edição de luxo recentemente para celebrar os 30 anos de lançamento - o livro é de 1992, a partir de uma pesquisa de cerca de 20 anos, segundo a autora.

A análise deste livro não é uma propaganda para que não seja lido, mas sim uma análise de como a mente pode ser manipulada por pessoas que não estão tão bem intencionadas como imaginamos, e assim nos defender de manipulações mentais das mais diversas, aprendendo assim a selecionar o que se quer realmente que faça parte da programação mental.

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