Postagens

Mostrando postagens de julho, 2022

Mulheres que Correm com os Lobos - 9: Sobre a Raiva e o Direcionamento

Imagem
Não irei me deter no que a autora do livro define por raiva e por perdão. Esse será o gancho para uma outra reflexão da qual esta se deriva. Percebi que escrevi muito sobre o livro, mas ainda há pontos importantes a serem analisados. Um deles é o que pode ser chamado de conveniência do movimento, deturpando valores e reprogramando a mente da leitora para a causa feminista. Como disse anteriormente, as histórias servem apenas para desligar o firewall das leitoras e assim conseguir reprogramar suas mentes de forma mais fácil. No caso da raiva, fica patente que o problema não está na raiva em si, mas no direcionamento que é dado. Pinkola Estés faz um elogio à raiva, como um mestre que provoca as mudanças necessárias para a pessoa. Quem conhece o blog sabe o que eu já disse sobre o nível de consciência da Raiva (150) e da necessidade de superá-la. Sentir raiva não é bom, devendo a pessoa transcendê-la para atingir níveis mais altos de consciência. O próprio Hawkins fala que é possível

Mulheres que Correm com os Lobos - 8: Aparência e Beleza

Imagem
Esse é um dos pontos nos quais as críticas do Feminismo mais falham: para algumas, não existe padrão de beleza, como se o autocuidado sistematizado fosse algo instintivo da mulher; outras fogem do assunto, subestimando a profundidade e as reais consequências da aparência na vida feminina. Ao contrário do que todas elas imaginam, essa é uma das bases da militância feminista, que atrai mulheres do mundo todo e acaba por sustentar o movimento. A situação é simples: existe um padrão de beleza no qual a mulher que não se encaixa é considerada inferior. As excluídas insatisfeitas tornam-se presa fácil do Feminismo, que acaba por destruir toda e qualquer referência de higiene e autocuidado. É necessário discutir sobre, pois apenas caçoar e ignorar dá mais força ao movimento, que literalmente reprograma a mulher sobre o assunto, sendo uma tarefa hercúlea a reversão. No livro Mulheres que Correm com os Lobos, a autora Clarissa Pinkola Estés busca diluir a noção de beleza na linha do "to

Mulheres que Correm com os Lobos - 7: Referências Problemáticas

Imagem
Ficou claro ao longo dos posts até agora que a autora não se preocupa com as referências e citações que utiliza. Logo no começo da obra, é de se estranhar as afirmações sem ao menos informar suas origens, como se tivessem sido concluídas pela própria autora. Como já dito anteriormente, boa parte das afirmações são de outras obras, como O Segundo Sexo de Simone de Beauvoir. Para uma pesquisadora Ph. D., a ausência de referências e citações é no mínimo suspeita, para não dizer desonesta. Quando são obras literárias de seu meio cultural, os autores são apresentados e a quais livros pertencem, além de estarem na Bibliografia. Fora disso, há problemas com obras consagradas e até mesmo com etimologias das palavras utilizadas. Alguns exemplos para ilustrar são importantes. Informa a autora que a monja e mística cristã Sta. Hildegarda de Bingen afirmou em sua obra que "a alma é uma pena ao sopro de Deus". Nas notas, consta que foi consultado um manuscrito na Alemanha. No entanto, a

Mulheres que Correm com os Lobos - 6: O Cristianismo

Imagem
Como disse anteriormente, a autora chama o Cristianismo de nova religião e de religião artificial como formas de depreciá-lo. Apesar de no começo a obra a autora fazer críticas sutis e até mesmo indiretas, aos poucos essas críticas vão ficando mais duras. Ao final, dá-se a entender que o Cristianismo é culpado por todos os problemas, atuais ou não, concluindo-se que o retorno ao passado idílico da sociedade matriarcal (com sua religião matrifocal), comentado no post anterior, é a solução. A questão é que o Cristianismo trouxe um fator até então pouco trabalhado em sociedades antigas: a transcendência. Ser cristão é transcender este mundo e seguir o que o Pai ensinou, com todas as perseguições e revezes, sem ceder pela fé. Ao contrário do que pensam, não é jogar os problemas para um futuro, ou ficar de braços cruzados esperando um milagre, mas ter a fé de que a boa conduta na Terra permitirá alcançar a glória dos Céus. Não existe transcendência alguma no livro. É a ideia de que tudo d