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Mostrando postagens de Agosto, 2022

Mulheres que Correm com os Lobos - 12: La Llorona

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A outra vez que eu ouvi falar da Chorona, fora o livro em análise, foi no seriado Chaves, em um episódio onde comentavam sobre assombrações. Ela é o equivalente hispânico do Velho do Saco: uma pessoa que leva embora crianças mal comportadas. No entanto, a história de La Llorona vai além de uma sequestradora, e Pinkola Estés tenta colocá-la dentro dos princípios feministas a todo custo. De acordo com a autora, La Llorona é uma moça que teria aceitado casar-se com um homem que estava perdidamente apaixonado por ela e tiveram dois filhos. Depois de um tempo, ele anuncia que precisa voltar para a Espanha e que levaria os filhos junto para terem uma vida melhor. A moça não aceita e se joga num rio com as crianças. Ao chegar ao Céu, o porteiro (acredito que seja S. Pedro) diz que ela está perdoada, mas para entrar precisaria trazer as almas dos filhos, perdidas no fundo do rio. A lição que ficaria é a de que as crianças não poderiam ficar até tarde brincando fora de casa: La Llorona poderi

Mulheres que Correm com os Lobos - 11: Sapatinhos Vermelhos

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Há algumas histórias que chamam atenção no Mulheres que Correm com os Lobos, mesmo que o objetivo seja apenas a reprogramação da mente da leitora para a causa feminista: Sapatinhos Vermelhos e La Llorona. Eu poderia comentar sobre A Donzela sem Mãos, mas em resumo é uma história na qual dá-se a entender como um ciclo de formação feminista no qual a leitora abre mão de seus valores para abraçar a causa, ou sobre Pele de Foca, em uma narrativa semelhante, só que abandonando filho e marido ao invés dos pais. Sapatinhos Vermelhos, da forma que a autora narra, é chocante. Não conheço outras versões para confrontar, além de ter conhecido essa história por este livro. O subterfúgio de "pesquisar histórias" e contar o que considera conveniente deixa claro o propósito manipulador das histórias contadas, ainda mais quando Pinkola Estés faz observações sobre valores e elementos cristãos. Esta história parece mais forçar o firewall da leitora do que trazer elementos de análise. Em re

Mulheres que Correm com os Lobos - 10: Os Lobos

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Os lobos são um dos elementos de menor importância do livro, apesar de serem parte do título deste. Tanto é que em meus rascunhos foi deixado para o final, apenas antes dos esboços sobre bibliografia e encerramento dessa série de posts. Por mais que a obra leve seu nome, o lobo no livro é muito mais um símbolo do que uma reflexão em si. Tanto é que a deusa de Pinkola Estés é a Mulher Selvagem, não a Mulher Loba - e La Loba é algo secundário, mero epíteto. A autora faz algumas analogias com os lobos ao longo da obra. Informa que conviveu com eles ao longo da vida e estudou sobre seu comportamento. Contudo, ao longo das páginas isso não se apresenta: o que Pinkola Estés fala sobre lobos, poderia ser sobre leões, tigres, até aves ou mesmo, para esculachar, baratas. A autora não cita um estudo científico sobre lobos, nem mesmo algum que tenha sido publicado por ela. A alcateia de Pinkola Estés é uma tribo utópica de seres humanos convivendo harmoniosamente em um paraíso socialista. Diz