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Mostrando postagens de setembro, 2022

Os Caça-Fantasmas (1984, 1989, 2021)

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Pode-se estranhar por que não está referenciado o filme de 2016, e o motivo é simples: este busca anular o que ocorreu nos filmes anteriores, tentando direcionar a história para uma perspectiva revolucionária, algo que os primeiros tentaram combater. O filme de 2021, apesar da aparência de remake , já que possui a mesma história, vem complementar a trilogia, com cores pesadas e dramáticas. Caça-Fantasmas (sem o artigo, o de 2016) falhou. A geração seguinte a dos anos 1980 falhou em lutar pela liberdade, acomodada pelo mundo confortável após tantos fantasmas aprisionados, chegando ao ponto de desacreditar na existência destes e menosprezar o trabalho d'Os Caça Fantasmas da geração anterior. O que chama a atenção no filme mais recente não é a atualização dos efeitos especiais, mas sim o tom dramático que a história tem. Não é mais aquele filme bem humorado de cientistas excêntricos pesquisando sobre espectros, mas um filme dramático no qual a humanidade está em risco sem pessoas

Shazam! (2019)

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Shazam é um filme que merece atenção. Não irei comentar sobre a história nos quadrinhos, ou quão próximas são ambas as versões, mas como Shazam é um herói de verdade. Apesar de ser apenas um garoto de 14 anos, desastrado e sem noção, ele foi escolhido para herdar um poder ancestral por conta da pureza do seu coração: a sabedoria de Salomão, a força de Hércules, a resistência de Atlas, os raios de Zeus, a coragem de Aquiles e a velocidade de Mercúrio. Todo esse poder para combater os Sete Pecados Capitais, que podem lançar a humanidade no caos e na barbárie. Pode-se até pensar no anime Nanatsu no Taizai, mas a temática de Shazam lembra uma história medieval conhecida como A Guerra dos Vícios conta as Virtudes, copiada em diversos mosteiros, com um estilo que hoje é conhecido por gore : as Virtudes lutam contra os Vícios em combates mortais, narrados (e ilustrados) com riqueza de detalhes - aqueles que não irei citar aqui. Não sei se o autor de Shazam conheceu essa história, mas não d

Por que eu não tenho YouTube

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Vira e mexe algum leitor (de longa data ou não) me pergunta por que não tenho um canal no YouTube. A facilidade que as pessoas têm para ouvir e (às vezes) ver os vídeos é proporcional à dificuldade que o dono do canal pode ter para criá-los. Não é de agora que deixei de lado essa ideia estapafúrdia, mas como esta pergunta é recorrente, melhor escrever (ou desenhar) o motivo. Se você não tem rios de dinheiro para contratar uma produtora para gravar e editar os vídeos por você (o que de quebra joga a relevância do canal lá pra cima), você terá que gastar tempo (e dinheiro) para gravar os vídeos. O planejamento que ensinei sobre os temas abordados em um blog, assim como a plataforma em que ele será publicado, estende-se também, no caso de vídeo, da forma que ele será gravado. Dependendo do caso, você terá que gastar em uma boa câmera e em um bom microfone, com a real possibilidade de não receber um mínimo tostão. Não existem editores de vídeo bons e gratuitos: o que existem são platafo

Mulheres que Correm com os Lobos - 15: Encerramento

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Eu analisei o livro partindo do conceito de Feminismo como movimento político-ideológico. Entretanto, pode-se concluir que Mulheres que Correm com os Lobos é um livro que mostra o Feminismo como uma seita de mulheres que busca dominar a sociedade. Seria uma espécie de sociedade secreta baseada em religiões antigas (ou no que dizem ser religiões antigas), com ritos, valores e divindades. A maior parte dos seus membros são de baixa hierarquia, não tendo nenhuma noção do que ocorre lá dentro (ou lá embaixo). Só assim para entender a imagem da Mulher Selvagem que Pinkola Estés apresenta no livro. Não é de um arquétipo, é ampla demais para tal, além das associações constantes com entidades de cultos antigos. Com a mente confusa, pelas histórias e pelos floreios, a mente da leitora é reprogramada para buscar essa imagem como estilo de vida, como resposta a anseios (reais ou inseridos), tornando a Mulher Selvagem uma divindade de um culto ideológico. Isso também explicaria por que feminist